sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Prisão de Clink, localizada no sul de Londres, foi um presídio medieval infame por suas horrendas máquinas de tortura. Hoje, é uma atração turística, fielmente restaurada para que os visitantes percebam a real condição dos prisioneiros daquela época sombria. É possível visitá-la utilizando o metrô londrino. Desça na estação London Bridge e você verá o London Dungeon, uma atração turística famosa na capital britânica. Ignore-a dessa vez, e siga rumo oeste até Montague Close. Passe pela Catedral de Southwark e pela réplica de um navio do século XVI, o Golden Hind, e pegue a estreita travessa chamada Clink Street. A entrada para a prisão fica à esquerda. Passe pela porta e desça as escadas rumo às celas. Um lamento pavoroso emana por sobre as cabeças dos visitantes enquanto eles descem os degraus: trata-se de um detento, aprisionado em uma jaula de metal!
Os visitantes de hoje podem caminhar pelas celas iluminadas por velas e examinar os aparelhos de tortura que outrora aterrorizaram os prisioneiros. Há um poste de flagelação, ao qual os prisioneiros eram acorrentados e açoitados. Depois há uma cadeira de tortura e o “prendedor de ladrões” – uma longa e misteriosa vara de metal com três ganchos. Existe ainda um cinto de castidade e uma terrível “bota”, ou esmagador de pés. Os detentos eram obrigados a calçar essa bota, que depois recebia óleo ou água e pedaços de madeira. Então, o guarda da prisão aquecia a bota e...
A Prisão de Clink foi usada do século XII ao século XVIII. Fazia parte do Palácio de Winchester, lar do poderoso Bispo de Winchester. A área, agora chamada Southwark, era notória nos tempos medievais por seus inúmeros bordéis e prostitutas. De fato, a prisão foi uma das primeiras a receber mulheres prisioneiras. Os visitantes podem aprender muito sobre as terríveis histórias daqueles tempos.
A vida em Clink era brutal. As punições incluíam tortura, solitária e uma dieta a base de pão e água. Os guardas da prisão surravam os detentos com varas e usavam correntes para impedi-los de dormir. Assassinatos eram comuns. Contudo, prisioneiros com dinheiro ou amigos do lado de fora, frequentemente pagavam aos oficiais para melhorar suas condições. Os guardas arranjavam quartos, camas, velas e comida em troca de um bom pagamento. Eles também aceitavam dinheiro para permitir que os prisioneiros trabalhassem fora da prisão.
Em 1450, a prisão foi destruída por manifestantes furiosos, que queimaram o edifício e mataram os guardas. A rebelião foi dominada e uma nova prisão construída. Em 1530, o Rei Henrique VIII legalizou a fritura de mulheres em óleo quente – punição para aquelas que matavam os seus maridos. Nos séculos XVI e XVII, a prisão de Clink foi utilizada para deter dissidentes religiosos, tanto católicos como protestantes, muitos dos quais morreram de fome. Um grupo de puritanos que sobreviveram à prisão viajou para a América no Mayflower, em 1620. A prisão foi finalmente destruída em 1780, por manifestantes religiosos.